A DEBANDADA DA TORCIDA DO CORINTHIANS Manoel Henrique Campos Botelho via Roberto Jamal

Certo dia, há alguns anos, o Corinthians jogou contra o ABC, time da cidade de Natal, Rio Grande do Norte. O jogo foi em São Paulo e como era de se esperar, 99% do estádio era de corinthianos e apenas 1% era de torcedores potiguares, em sua maioria migrantes acolhidos em terras paulistanas.

Mas aconteceu o inesperado: o Corinthians começou a levar um verdadeiro show de bola, e o placar começou a marcar impiedosamente: 1 X 0, 2 X 0, 3 X 0 e a coisa só ia piorando. A verdade é que o ABC de Natal estava ganhando fácil.
Indignada com a derrota iminente, a torcida corinthiana começou a debandar, abandonando o estádio. A torcida do ABC, logicamente, ficou até o final — ninguém saiu. Ao final do segundo tempo, com o placar em escandalosos 4 X 0, somente 90% do estádio ainda era de torcedores alvinegros. A pergunta é: saiu muita gente do estádio para que a proporção de torcedores corinthianos — que era de 99% — passasse a ser de 90%? Será que essa “debandada” foi tão numerosa assim?

Foi muito numerosa!

Vejamos: Se imaginarmos um estádio lotado com 40.000 torcedores, no início daquele jogo serão apenas 400 torcedores potiguares contra 39.600 torcedores corinthianos, ou seja, 1% de 40.000 para os torcedores do ABC e 99% de 40.000 para os torcedores do Corinthians.
Ao final do jogo, a coisa muda de figura. Continuam os 400 de potiguares, mas agora são 90% de corinthianos. Ora, se são 90% de corinthianos, são 10% de potiguares, ou seja, esses 400 torcedores não representam mais 1%, mas 10%. E se 90% é nove vezes o valor de 10%, restaram 3.600 torcedores corinthianos no estádio ao final do jogo (400 × 9 = 3.600).

Se subtrairmos esses 3.600 dos 39.600 iniciais, perceberemos que 36.000 corinthianos debandaram do estádio durante o jogo fatídico. Muita gente, não?

Pois é, porcentagem e time de futebol por vezes enganam a gente…

Manoel Henrique Campos Botelho via Roberto Jamal
(Manoel Henrique Campos Botelho é autor do livro “Crônicas da Engenharia”, Editora T. A. Queiroz — manoelbotelho@terra.com.br)
(Roberto Jamal é autor do livro “100% fácil! 100% prático!: porcentagem sem complicações”)

Sobre República Editorial

Somos uma editora focada na divulgação do conhecimento que visa o bem-estar humano. Sejam textos não acadêmicos de psicologia, sejam textos afins que objetivem uma vida mais simples e feliz. Como editores, acreditamos que o livro é um objeto de desejo. Desejo do leitor em mergulhar em um vasto universo, que aos poucos mudará sua vida — e sua visão de mundo —, e desejo do escritor em perpetuar experiências, pensamentos ou reflexões. Escrever um livro é perpetuar-se, legando ao mundo das letras o universo pessoal do autor que, possivelmente, influenciará outras pessoas de modo profundo. Escrever um livro é também sedimentar uma carreira profissional, legando conhecimentos adquiridos e fazendo história na profissão, pois tal compromisso de coragem e ousadia mostra a confiança de quem tem a certeza de ter muito a dar aos outros. Sendo assim, temos muito prazer em trabalhar nesse universo. E de tê-lo conosco nesse momento. Para aqueles que desejarem embarcar nessa experiência pessoal única, oferecemos nosso apoio, nossa estrutura, nosso tempo e nosso trabalho, para que juntos enriqueçamos ainda mais esse grande e criativo universo humano. Equipe República Editorial
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